sábado, 19 de janeiro de 2019

Como a música moderna produz um estado de espírito profundamente revolucionário

Como a música moderna produz um estado de espírito profundamente revolucionário

sábado, 12 de janeiro de 2019

Meninos vestem azul, meninas vestem rosa?

Meninos vestem azul, meninas vestem rosa?



A declaração da ministra Damares Alves, titular do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, no dia 3 de janeiro, que “meninos vestem azul e meninas vestem rosa”, causou uma série de manifestações favoráveis e também comentários jocosos  na mídia esquerdista.
Diante disso, ocorre-nos a pergunta: teriam as meninas preferência pela cor rosa, e os meninos pela azul?
Segundo o site Current Biology, “a longa história de estudos de preferência de cores tem sido descrita como ‘desconcertante, confusa e contraditória’. Embora estudos recentes tendam a concordar com uma preferência universal pelo ‘azul’, a variedade e a falta de controle nos métodos de medição tornaram difícil extrair uma descrição sistemática e quantitativa da preferência. Além disso, apesar da abundante evidência de diferenças sexuais em outros domínios visuais, e especificamente em outras tarefas de percepção de cores, não há evidências conclusivas para a existência de diferenças sexuais na preferência de cor. Este fato talvez seja surpreendente, dada a prevalência e longevidade da noção de que as meninas diferem dos meninos ao preferirem ‘rosa’” .[i]
Quanto aos brinquedos, já não ocorre o mesmo. Os estudos demonstram que “a preferência de gênero por bonecas versus caminhões parece ter um elemento inato. […] Até mesmo os macacos mostram preferências de brinquedos baseadas no gênero, semelhantes às observadas em crianças. Se receberem brinquedos de tipo sexual, as fêmeas passam mais tempo com os brinquedos das meninas e os macacos passam mais tempo com os brinquedos dos meninos’”.[ii] (grifo nosso)
Ouro estudo diz: “Meninas e meninos diferem em suas preferências por brinquedos, como bonecas e caminhões. Essas diferenças sexuais estão presentes em bebês, e também são vistas em primatas. […] Essa evidência de influências inatas em preferências de brinquedos de tipos sexuais levou a sugestões de que características do objeto como a cor ou a forma dos brinquedos podem ser de interesse intrinsecamente diferente para homens e mulheres. Usamos uma tarefa de aparência preferencial para examinar as preferências de brinquedos, cores e formas diferentes em 120 bebês, com idades de 12, 18 ou 24 meses. As meninas olhavam as bonecas significativamente mais do que os meninos e os meninos olhavam os carros significativamente mais do que as meninas, independentemente da cor, particularmente quando o brilho era controlado. Esses desfechos não variaram com a idade. Não houve diferenças significativas entre os sexos nas preferências dos bebês para diferentes cores ou formas. Em vez disso, as meninas e os meninos preferiam cores avermelhadas sobre o azul e arredondadas sobre formas angulares. Esses achados aumentam as evidências prévias de preferências de brinquedos de tipos sexuais em bebês, mas sugerem que a cor e a forma não determinam essas diferenças entre os sexos”. [iii] (grifo nosso)
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Embora as pesquisas ainda sejam inconclusas a respeito da cor, é certo que as crianças têm preferências diferentes segundo seu sexo biológico, como observou  a fotógrafa sul-coreana  JeongMee Yoon num documentário da BBC. Ela constatou que  as crianças da Coréia do Sul e dos Estados Unidos têm preferências pelas cores azul e rosa, conforme o sexo, na decoração de seus quartos.  Yoon deu início ao seu estudo por causa de sua filha de cinco anos, que ama rosa e só queria vestir-se com roupas e  brincar com objetos com a  cor rosa.  “Descobri que o caso da minha filha não é incomum. Nos Estados Unidos, na Coreia do Sul e em outros lugares, meninas amam roupas, brinquedos e acessórios cor de rosa. Este fenômeno está presente entre crianças de várias etnias, independentemente de seu contexto cultural” – declarou .
As cores, muitas vezes, servem para identificar grupos sociais, ideológicos ou religiosos. Os times de futebol se identificam por suas cores. A cor preta é bastante usada por grupos satanistas e anarquistas. Na Igreja católica, azul é o símbolo do manto de Nossa Senhora.
 Ainda que meninos não tivessem preferência pela cor azul e meninas pela rosa, o fato é que estas cores se tornaram símbolos dos sexos feminino e masculino. Isto explica o ódio da imprensa esquerdista e dos defensores da ideologia de gênero  pela declaração da Senhora Ministra Damares, os quais querem passar a ideia de que vestir meninas de rosa e meninos de azul é uma “construção social”, fruto da família patriarcal e do consumismo.
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Fazendo com que meninos e meninas não tenham opção por tipos de brinquedos, a ideologia de gênero visa destruir na criança as diferenças entre os sexos masculino e feminino.
Na Suécia, uma fábrica de brinquedos foi obrigada a publicar em seu catálogo imagens de meninas com brinquedos de armas e meninos com bonecas para não ser acusada de “discriminação de gênero”.[iv]
Recentemente o American College of Pediatricians, em estudos publicados pela American College of Pediatricians, fez um apelo para “educadores e legisladores rejeitarem todas as políticas que condicionem as crianças a aceitar” a ideologia de gênero. Essa importante associação de pediatras dos Estados Unidos declarou que a “ideologia de gênero é nociva às crianças” e que “todos nascemos com sexo definido”. [v]
A ministra Damares talvez não tenha sido feliz em sua expressão. Mas a sua intenção era criticar a ideologia de gênero. Embora os defensores dessa falsa ideologia tivessem entendido isso, tiraram proveito e fizeram uma guerra psicológica. Como a melhor forma de combater esse tipo de guerra consiste em desmascará-la, é o que pretendemos fazer publicando esses estudos de especialistas referentes ao tema.
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[ii] https://theconversation.com/theres-no-good-reason-to-push-pink-toys-on-girls-15830

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Como os perfumes podem influenciar o comportamento humano

Como os perfumes podem influenciar o comportamento humano  


Deus estabeleceu misteriosas e admiráveis relações entre certas formas, cores, sons, perfumes e sabores e certos estados de alma, é claro que por estes meios se pode influenciar a fundo as mentalidades e induzir pessoas, famílias e povos à formação de um estado de espírito profundamente revolucionário” – afirma o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em seu magistral ensaio Revolução e Contra- Revolução.[i]
Cada item dessa frase (formas, cores, sons, perfumes e sabores) pode ser objeto de um estudo à parte. Nesse sentido, pareceram-nos interessantes os estudos da Dra. Rachel Herz (foto ao lado), PhD em psicologia, considerada uma das maiores especialistas sobre olfato, emoção e cognição. Ela publicou mais de 80 trabalhos de pesquisas originais, coeditou livros didáticos de sua faculdade e recebeu uma série de bolsas e prêmios de prestígio.
A Dra. Herz leciona no Boston College desde 2000 e faz parte da Brown University desde 2013. Seus estudos têm demonstrado como a memória olfativa evocada por odores é sensivelmente mais importante se comparada com outras experiências de memória, e como as associações emocionais aos odores podem mudar a percepção e o comportamento.
A respeito de um de seus experimentos, escreveu ela: “A fim de investigar como o aprendizado associativo emocional aos odores pode induzir mudanças de comportamento consistentes no humor, examinamos primeiro as crianças (Epple e Herz, 1999). Em Epple e Herz, crianças de 5 anos foram submetidas a uma manipulação de frustração de falha na presença de um odor ambiente não familiar. As expressões faciais no final da manipulação foram julgadas como predominantemente negativas, inferindo-se assim que a tarefa de falha-frustração havia induzido um efeito negativo. Após uma pausa de 20 minutos em uma área sem perfume, as crianças receberam um teste de comportamento motivado na presença do mesmo odor, um odor diferente ou nenhum odor. O teste incluiu uma folha de 120 desenhos de animais, 40 dos quais eram filhotes e 20 desses filhotes não tinham cauda. O objetivo do teste era encontrar e circundar os filhotes aos quais  faltasse o rabo quando conseguissem chegar até 10 (90 s). O desempenho foi avaliado pelo número de filhotes circulados corretamente em função da condição de odor ambiente (mesmo, diferente ou sem odor). Os resultados revelaram que o desempenho dos participantes nos grupos com diferentes odores e sem odor era o mesmo. No entanto, as crianças que realizaram a tarefa na presença do mesmo odor circularam significativamente menos filhotes (tiveram escores de desempenho mais baixos) do que os participantes de qualquer outro grupo. Supõe-se que esse decréscimo nos escores dos testes deveu-se à menor motivação provocada pela conexão odor-humor entre as crianças do mesmo grupo de odor e não pelo decréscimo na capacidade, pois as crianças foram alocadas aleatoriamente para o grupo e tinham capacidade intelectual comparável. Este estudo forneceu subsídios para a hipótese de que as experiências emocionais podem se tornar associadas a odores e quando reapresentadas influenciam o comportamento de maneira consistente. [ii] (grifo nosso)
Como dissemos no início deste artigo, cada item da frase de Revolução e Contra-Revolução relativa a formas, cores, sons, perfumes e sabores pode ser objeto de um estudo à parte. Tal é a profundidade de pensamento de Plinio Corrêa de Oliveira. É o que veremos futuramente, com a ajuda de Nossa Senhora.
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[i] “Revolução e Contra-Revolução”, cap. 10 – 2 https://www.pliniocorreadeoliveira.info/RCR.pdf

sábado, 29 de dezembro de 2018

Senso do ser ou “conhecimento anterior”


Senso do ser ou “conhecimento anterior”



Alguns estudiosos e especialistas em educação infantil afirmam que ao nascer já traríamos na herança genética as qualidades e capacidades básicas do ser humano: “Os fatores inatos são mais poderosos na determinação das aptidões individuais e do grau em que estas podem se desenvolver do que a experiência, meio social e a educação. O papel do meio social, segundo esta perspectiva inatista, se restringe a impedir ou a permitir que essas aptidões se manifestem.”[1]
Alfred Binet, médico que investigou a psicologia da criança e do deficiente, por sua vez, concebia a inteligência como uma aptidão geral que não dependia das informações adquiridas no decorrer da vida. Segundo ele, o que define a inteligência de um indivíduo não é a quantidade de conhecimentos que ele possui, mas sua capacidade de julgar, compreender e raciocinar. E essas capacidades não podem ser aprendidas, mas ao contrário, são biologicamente determinadas pela herança que recebemos de nossos pais.
Jean William Fritz Piaget é um biólogo, psicólogo e epistemólogo suíço que se dedicou a pesquisar como a criança elabora o conhecimento para construir sua inteligência. Ele afirmou que a criança nasce equipada de reflexos. O contato com o meio físico e social no qual está inserida faz com que ela amplie ou modifique tais reflexos, ou adquira novos esquemas de ação.
Piaget constatou que o indivíduo só recebe determinado conhecimento se for capaz de recebê-lo. O novo conhecimento só é recebido se tiver um conhecimento anterior que possibilite a assimilação e a acomodação.
Esta noção, ou “conhecimento anterior”, é chamado senso do ser e serve de matriz para todo o conhecimento futuro com o qual Deus proporciona à criança condições para ver, julgar e agir diante do mundo novo que se lhe vai desvendando passo a passo.
Esse “conhecimento anterior” de que fala Piaget corrobora o pensamento do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, para quem “o elemento primeiro do senso do ser é o senso de que eu sou, mas que de fato há algo anterior. A matéria-prima para a noção de ser é inata. Ela se desperta no contato com a realidade. É um conhecimento germinativo primeiro, é o conhecimento que o ser tem de que ele é. E algo, que não é ele, é também. Tem a capacidade de refletir: ele se conhece e conhece a coisa, e refletindo desenvolve o primeiro conhecimento”.[2]
O ser é aquilo que há de mais íntimo, mas também de mais nobre em tudo. É o ser que confere realidade àquilo que existe. Aquilo que eu chamo ser – disse São Tomás – é a mais perfeita de todas as coisas.”
O homem pode perder o senso do ser através de um pecado de espírito que Dr. Plinio chamou de “pecado criteriológico”. “Não se perde a noção de ser por uma negação metafísica frontal,  mas por uma recusa do espírito que leva a afrouxar e a negar a importância do princípio de contradição e do princípio de identidade” – observou.[3]
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[1] Fontana (1997, p. 12)
[2] MNF, 04 de maio de 1988
[3] Roberto de Mattei: Plinio Corrêa de Oliveira – Profeta do Reino de Maria, pág. 54 a 57.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Ideologia de gênero e lavagem cerebral


Ideologia de gênero e lavagem cerebral


Por Jurandir Dias 
Deus criou o homem à sua imagem e semelhança (Genesis 1: 26). A ideologia de gênero é uma revolução que visa destruir essa imagem e transformar totalmente o gênero humano. Por isso se diz com profundidade e acerto que ela é uma revolução diabólica, pois não podendo o demônio destruir o próprio Criador, quer destruir a sua imagem nos homens.
Segundo essa ideologia, ninguém nasce homem ou mulher. É o cérebro que com o tempo determina o sexo que se vai escolher. Neste sentido, a criança quando nasce não deve ser registrada no cartório com o sexo masculino ou feminino, mas indefinido.
Depois de serem desmascarados por inúmeros estudos científicos, os propulsores dessa farsa querem agora abstrair do problema da “identidade” sexual com os hormônios masculinos e femininos, como afirmavam antes. Segundo o Prof. Joshua D. Safer, endocrinologista do Mount Sinai Health System de Nova York, “o que nós não conhecemos são todos os fatores biológicos em jogo que explicam a identidade de gênero. Pelo que nós, da comunidade médico-biológica tradicional, sabemos em 2018, é programado, é biológico, não é inteiramente hormonal, e nós não identificamos os genes, de modo que não podemos dizer especificamente que ele é genético”.[1]
Segundo o Dr. Safer, “ser transgênero não é uma questão de escolha. É uma percepção esmagadora de que o seu gênero não é o que consta na certidão de nascimento”.
Inúmeros estudos de renomados cientistas — por exemplo, o do Dr. Paul R. McHugh, ex-chefe da ala de psiquiatria do famoso Hospital Johns Hopkins, em Baltimore, Maryland — afirmam que a mudança de sexo é biologicamente impossível: “A cirurgia não transforma o homem em mulher ou vice-versa.  Pelo contrário, eles se transformam em homens feminizados e mulheres masculinizadas”. O médico disse ainda que as pessoas que promovem tal cirurgia estão colaborando e promovendo uma desordem mental. [2]
Estima-se que 41% das pessoas que fazem a cirurgia de mudança de sexo cometem suicídio. É o que revela um importante estudo publicado por The New Atlantis, intitulado “Sexualidade e Gênero: achados das Ciências Biológica, Psicológica e Social”. Seus autores, os Drs. Lawrence Mayer e Paul McHugh, são dois dos principais estudiosos sobre saúde mental e sexualidade de nossos dias.[3]
Os atuais defensores da ideologia de gênero, entretanto, querem provar o contrário. Eles negam que o motivo dos suicídios seja consequência da terapia aplicada na mudança de sexo, mas antes “a aflição em razão desta discrepância pode tornar-se particularmente intensa na época da puberdade, e o risco de suicídios aumenta consideravelmente entre os jovens que se encontram nesta situação” segundo a jornalista Denise Grady (The New York Times, reproduzido pelo jornal O Estado de S. Paulo)
Após o fracasso dessas cirurgias, como o caso dos gêmeos Reimer, agora eles reconhecem que estavam “equivocados”. Afirma a jornalista: “Estavam equivocados. À medida que cresceram e se tornavam adultas, muitas tinham a clara sensação de serem homens. De acordo com um estudo realizado com 16 delas, mais da metade acabou se identificando como homem.” [4]
O próprio Dr. Safer reconhece que se tratava de uma “limpeza”, ou seja, de lavagem cerebral: “Considerando o fato de que é possível fazer uma limpeza cerebral em algumas pessoas no que se refere a qualquer coisa, falhar com tantas é catastrófico”. Com efeito, como a ideologia de gênero não tem base científica, ela quer se impor através de um processo parecido com uma lavagem cerebral. Conta para isso com o apoio de certos governos, e do ativismo judiciário nos países onde não consegue aprovar leis como o Estatuto da Diversidade Sexual[5] proposto pela senadora Marta Suplicy, do fracassado PT.
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Referências:


sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Funerais: símbolos de uma época que se afastou do ideal cristão

Funerais: símbolos de uma época que se afastou do ideal cristão

“Eis que vou dizer-vos um mistério: todos ressuscitaremos, mas nem todos seremos mudados. Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta, porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis: e nós seremos mudados. Porquanto é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que este corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: tragada foi a morte na vitória.”
Com essas palavras magníficas, São Paulo (I Cor, 15, 51-54) anuncia às gentes a boa-nova da ressurreição da carne. Contudo, o mundo neopagão em que vivemos não consegue entendê-las. O que leva certos funerais de hoje, à diferença daqueles de antigamente, a se transformar em cenários macabros inimagináveis.
Outrora os cadáveres eram velados em casa por vinte e quatro horas. O viúvo ou a viúva e os filhos se vestiam de preto durante um ano, em sinal de luto. Hoje os velórios são feitos no próprio cemitério ou em casas funerárias destinadas a esse fim, e em geral os familiares só se vestem de preto para atender a certas exigências profissionais modernas.
Mas existem ainda casos extremos, como o de Mickey Easterling (foto ao lado)socialite de Nova Orleans, morta há alguns anos e conhecida por suas festas extravagantes. “Ela sabia viver”, diziam seus amigos, e era sempre o centro das atenções. Recebia com frequência muitos “astros” de Hollywood em sua mansão à beira de um lago. Tudo isso era noticiado nas colunas sociais. Para a sua “festa de despedida”, a família contratou a funerária Jacob Schoen & Son. A defunta não foi colocada num caixão, mas sentada numa cadeira, com um boá no pescoço e um cigarro e uma taça de champanhe nas mãos.
Diz o velho adágio “talis vita finis ita” – tal vida, tal fim. Talvez por isso, certas pessoas querem que seu enterro reflita o modo como viveram, ou seja, se a vida foi uma festa, que termine em festa. Sobre os preparativos do velório de Mickey Eastlerling, declarou o proprietário da Jacob Schoen“Antes de morrer, ela revelou à filha como gostaria que fosse seu velório: ela como anfitriã de uma festa. Seria uma festa com muito champanhe, e a ideia de que ela teria saído para seu jardim depois da festa, sentado num banco e adormecido. Essa era a ideia. Com a taça de champanhe ainda na mão, que era Waterford Crystal. Na outra mão ela tinha um cigarro. Ela até tinha um broche escrito bitch [cadela] – de diamantes de verdade”.
E continua: “Um restaurante famoso aqui de Nova Orleans, o Galatoire, serviu no velório o prato favorito dela. E, claro, sendo Nova Orleans colocamos uma banda de jazz para tocar. Foi uma festa muito legal. Ela estava um pouco distante de nós, quase como num cenário, com orquídeas e outras flores cercando-a, flores que foram escolhidas pelo seu florista para parecer que ela estava num jardim. Ela tinha perto de si um pequeno balde com a garrafa de champanhe dentro, e um boá pink. Seu cabeleireiro fez o cabelo e tudo. Ela estava usando suas roupas de grife favoritas.”[i]
Essa mudança de paradigma em relação aos funerais tradicionais vinha ocorrendo já há algum tempo em San Juan, capital de Porto Rico, feito por uma funerária local que usa um método de “embalsamento extremo” e coloca os cadáveres em posições que os fazem parecer que estão vivos.
Foi numa rua tranquila dessa cidade que as pessoas que passavam em frente de um bar, perceberam que algo diferente acontecia em seu interior. Havia ali um homem sentado junto a uma mesa de plástico branco com peças de dominó sobre ela. Ele trajava um agasalho esportivo e portava um terço no pescoço, o qual certamente nunca utilizou para rezar. Usava boné azul e óculos escuros. Ele permanecia sempre na mesma posição, pois se tratava de um morto.
Aquela funerária também já foi responsável por outros velórios espantosos, como o de um boxeador que foi colocado dentro do ringue onde lutava, ou aquele de uma senhora idosa descansando em sua cadeira de balanço, ou ainda o de um piloto de moto (foto ao lado) que vestia roupas normais e fora colocado em cima de sua moto, emprestada pelos seus parentes para aquele fim.
Em contraste com aquelas imagens chocantes, apresentamos aqui um velório que representa a verdadeira postura de alma que um cristão deve ter em relação à morte. Trata-se de “piedosas mulheres velando um cadáver numa pequena aldeia da católica Espanha. Estão consternadas pela dor da separação. Mas em seusofrimento não há desespero, nem acidez, nem revolta. Uma atmosfera de serena conformidade, de suave resignação, de prece recolhida, domina o ambiente. É que se trata de um verdadeiro lar cristão, e, por todos os recantos do universo, onde quer que haja um lar cristão, rico ou pobre, ferido pela morte, a atmosfera será sempre esta. Os verdadeiros filhos da Igreja, com efeito, creem na ressurreição da carne e sabem que pela Redenção do gênero humano ‘tragada foi a morte na vitória’”.[ii]
A morte é um castigo imposto por Deus por causa do pecado original. Todo castigo produz dor e aflição. Com sua Paixão e morte na Cruz, com seus sofrimentos inefáveis e sua infinita bondade, Nosso Senhor Jesus Cristo deu-nos exemplo de como devemos aceitar tal castigo. O homem de hoje, por ter-se desviado dos ensinamentos da Igreja, está transformando o velório num cenário macabro no qual as ideias de castigo e de vida eterna que a morte traz ficam completamente afastadas.
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sábado, 20 de outubro de 2018

Nazismo, fascismo e comunismo são farinha do mesmo saco


Nazismo, fascismo e comunismo são farinha do mesmo saco

Por Jurandir Dias




Hoje em dia, a qualquer propósito, especialmente quando se defende princípios não afinados com os da esquerda, as pessoas são tachadas de “fascista”. Assim, me pergunto: o esquerdista, quando chama alguém de fascista, o faz por ignorância ou por má fé? Talvez pelos dois motivos. Neste sentido, pareceu-me interessante esclarecer o que é fascismo.

Fascismo e nazismo são contemporâneos e de doutrinas semelhantes. Um foi criado na Itália por Mussolini e o outro na Alemanha por Adolf Hitler. Mussolini, de um lado, afirmou a identidade de princípios entre o fascismo e o nazismo durante o banquete que ofereceu ao “Führer” e, de outro lado, o Sr. Hitler declarou textualmente aos jornalistas que o foram entrevistar:

“Folgo também em registrar a íntima compreensão entre o fascismo e o nazismo. É, sem dúvida, o mesmo mundo que o nosso. A comunhão de ideias é partilhada pelos dois povos, conforme o Sr. Mussolini pode constatar durante a sua viagem à Alemanha, da mesma forma que eu o constato na minha atual viagem à Itália”.

 “Não só estas declarações - diz o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira -, como outras do Sr. Hitler, que não reproduzimos por amor à brevidade, comprovam por assim dizer oficialmente nossa tese. Também foi particularmente expressivo o banquete de confraternização dos partidos nazista e fascista, oferecido em um velho monumento da Roma pagã pelo secretário geral do fascismo ao secretário geral do partido nazista.”[1]

Apesar de nazistas e fascistas dizerem que são diferentes entre si, o Grande Conselho Fascista da Itália, em uma reunião no começo do mês de fevereiro de 1939, aprovou por unanimidade uma declaração em que reafirma “a solidariedade política, ideal e militar, que une as duas revoluções fascista e nacional-socialista”.

Os esquerdistas que acusam os direitistas de fascistas desconhecem também a semelhança de doutrina e de fins do fascismo com o comunismo.  O Prof. Plinio, nas páginas do “Legionário”, denunciou a falácia de que o fascismo e o nazismo são movimentos anticomunistas. Assim, o denuncia: A Itália concluiu um acordo comercial com a Rússia, e, segundo o ‘Manchester Guardian’, a Alemanha dispõe-se a dar aos comunistas um crédito industrial de 200 a 300 milhões de marcos em material bélico, enquanto que a Rússia lhe forneceria matérias-primas em troca.

“Onde está o anticomunismo dos Srs. Hitler e Mussolini? Só se compreende essas gentilezas, se ambos julgam que tratados comerciais e fornecimento de material bélico são meios seguros de extinguir o comunismo na Rússia. Mas, como não fazemos aos Srs. Hitler e Mussolini a injúria de duvidar de suas inteligências, somos forçados a crer que o nazismo e o fascismo não são tão inimigos do comunismo como parecem.” [2]

Em outro artigo também publicado no “Legionário” em 8 de julho de l945, Dr. Plinio denuncia o nazismo e o fascismo como “os dois maiores ‘bluffs’ da ‘contra-revolução’:  

“No decurso da guerra mundial de 1914 e particularmente após ela, justamente com a aceitação dos movimentos da extrema esquerda e diante da ameaça do caos bolchevista, surge uma forte reação contra o liberalismo, principal responsável pela confusão então reinante e caldo de cultura de todas as campanhas revolucionárias do mundo moderno. Manifestou-se esse anti-liberalismo não apenas em alguns partidos políticos, mas em todas as esferas sociais, e seu espírito começou a se infiltrar mais e mais na literatura, penetrando em todas as organizações católicas e mesmo em ambientes acatólicos. A mocidade sobretudo era anti-liberal. A própria palavra ‘liberal’ tornou-se injuriosa.

“É nesta altura que as forças secretas resolvem ‘fazer a contra-revolução antes que os povos a fizessem’... Surgem como cogumelos os sociólogos e ensaístas políticos a deblaterar contra a corrupção e falência do liberalismo. E ao lado de uma legítima reação contra a desagregação liberal, insinua-se o fascismo e logo em seguida o nazismo, para apenas citar os dois maiores ‘bluffs’ da ‘contra-revolução’, empunhando o estandarte da pseudo-reação e da pseudo-direita.

Muitos se enganam, portanto, ao pensar que fascistas e nazistas são anticomunistas. Na verdade, nazismo, fascismo e comunismo são farinha do mesmo saco. Assim, aqueles que acusam de “fascistas” os que defendem a família, a propriedade e os bons costumes são eles mesmos, de fato, os verdadeiros fascistas.