domingo, 12 de maio de 2019

É o nazismo um regime de esquerda? – II




É o nazismo um regime de esquerda? – II

Prometemos, no último artigo, que trataríamos de um documentário divulgado pela TFP polonesa que mostra a afinidade e a semelhança de métodos e doutrina entre o comunismo e o nazismo.
Uma caricatura de 1871 após a publicação de A Origem
 do Homem mostrando Darwin com um corpo de macaco
Para entendermos a cultura da morte do nazismo e do comunismo é preciso conhecer a sua origem. A matança nos campos de concentração nazistas e comunistas é fruto de uma visão “evolucionista” e de “seleção natural”, inspirada em Darwin. O nazismo queria criar um homem novo que pensasse a agisse de modo diferente do homem atual. O médico nazista Josef Mengele, com suas experiências infames nos campos de concentração, tinha isso por objetivo.
A “seleção natural” já vinha sendo praticada em alguns países. Essa prática era chamada de eugenia. O nazismo apenas continuou e aperfeiçoou aquelas técnicas, classificando os homens em raças, sendo a ariana a mais perfeita.
Josef Menguele
Muitos podem achar estranha esta ligação entre o Nazismo, o Comunismo e o Evolucionismo, mas o próprio Marx dedicou o seu livro “O Capital” a Darwin: “A Charles Darwin, de um autêntico amigo seu”.Josef Mengele – através da seleção nos cruzamentos entre as pessoas mais bonitas, fortes e saudáveis – pretendia criar o homem perfeito, sem defeitos, sem deficiências: o homem novo. O aborto eugênico e até mesmo o controle de natalidade são conseqüências dessa mentalidade, que pretende limitar e escolher quem tem o direito de nascer.
Lênin, em sua escrivaninha, tinha a imagem de um macaco sentado numa pilha de livros, entre eles “A Origem das Espécies”, de Darwin, olhando para uma caveira.  “Lênin sentava-se nessa escrivaninha e olhava para essa escultura enquanto dava autorização para o assassinato de milhões de seus compatriotas, pois eles eram um obstáculo para o progresso evolucionário”, disse Hugh Owen do Centro Kolbe para o Estudo da Criação.
Owen disse que Margaret Sanger, a fundadora da Federação de Planejamento Familiar e uma proeminente eugenicista, promovia a contracepção com base nos princípios da evolução. “Ela via a contracepção como o sacramento da evolução, pois com a contracepção nos livramos dos fracos e permitimos que só os fortes procriem”, afirmou. Sanger é famosa por ter apoiado a propagação do “controle da natalidade”, um termo que ela inventou, como “o processo de eliminar os fracos”.[i]
O comunismo e sua ditadura do proletariado, com as revoluções e massacres de milhões de pessoas, pretendia criar um “Homem Novo”. O nascimento desse “Homem Novo” era o último objetivo do marxismo. E ele não estava sozinho neste objetivo.
O documentário divulgado pela TFP polonesa, intitulado “A História Soviética”, mostra que o nazismo foi baseado em uma falsa biologia (darwinista). O comunismo, por sua vez, baseou-se em uma falsa sociologia. Os dois sistemas têm a pretensão de serem alicerçados em bases científicas, biológicas e sociológicas.
Ambos os regimes, entretanto, produziram milhões de pessoas assassinadas.

Por que é preciso matar, segundo o comunismo e o nazismo?

“Quando a revolução acontecer haverá sociedades primitivas na Europa [que estarão] dois estágios atrás porque, nem sequer, eram capitalistas ainda”, escreveu Engels. Ele se referia aos bascos, aos bretões, aos escoceses e aos sérvios. Estes povos ele os chamava de “lixo racial”. Tais povos teriam que ser exterminados porque, estando dois estágios atrás na luta histórica, seria impossível trazê-lo ao nível revolucionário atual. Ele falava também da Hungria e da Polônia. Esta não tinha razão para existir, na concepção do filósofo comunista.
Paul Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda na Alemanha Nazista entre 1933 e 1945 afirmou: “O Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores, no qual Hitler é patrão e pai, insiste em afirmar que Lênin e Hitler podem ser comparados.” Ele considerava Lênin um grande homem, apenas atrás de Hitler e que a diferença entre o comunismo e a fé de Hitler era bastante pequena, uma guerra de facção. Esta diferença se resolvia num tim-tim entre copos de cerveja.
Bernard Shaw, escritor socialista inglês, defendia a morte dos “parasitas da sociedade” e fez um apelo aos químicos para fazerem um “gás humano”. Após dez anos, foi descoberto o gás Zyklon B que foi utilizado pelos nazistas em seus Campos de Concentração.
Vários socialistas do mundo inteiro criticaram Hitler pelo uso do gás, exceto Bernard Shaw. Eles disseram que Hitler havia distorcido o marxismo. Segundo estes socialistas, enviar pessoas para a câmara de gás, baseado na nacionalidade, era absolutamente indesculpável. A seleção deveria ser feita por classes.
A Rússia de Stalin matava entre 400 e 700 pessoas todas as noites nas prisões. Os corpos eram levados em caminhões, pingando sangue por onde passavam, para serem enterrados em valas comuns nas florestas.
Os líderes locais tinham uma cota de quantas pessoas deveriam matar. Muitos deles, após cumprirem a cota, pediam mais outra cota. As cotas eram de 7 a 8 mil pessoas. Krushev pediu: “Por favor, aumentem a minha cota para 17 mil”.
Devido a essa matança, houve milhões de crianças famintas que perambulavam pelas principais cidades russas e pediam pão e tudo que necessitavam para sobreviverem. Isto se tornou um problema para o governo soviético diante das pessoas que iam visitar aquelas cidades. Stalin “resolveu” o problema: mandou matar todas as crianças acima de 12 anos!
Segundo a historiadora Natalio Lebedeva, “como resultado, entre 1937 e 1941, 11 milhões de pessoas foram assassinadas”.

O Pacto Ribbentrop-Molotov

O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, em 1938, alertou sobre a possibilidade de um acordo entre a Rússia e a Alemanha: “Simultaneamente com o tumulto causado pela tensão germano-tcheca, produziram-se dois fatos importantes […]. O primeiro foi o reatamento das relações diplomáticas entre a Alemanha e a Rússia, que vinham sendo muito regulares e que se tornaram normais. Moscou tem hoje seu embaixador ariano, assim como Berlim o seu embaixador russo […]Porque a verdade é esta: se bem que Hitler pregue contra o comunismo e se apresente como defensor da civilização europeia contra esse mal, sua atitude em relação ao governo soviético difere fundamentalmente dessa propaganda e, apesar de todos os seus discursos inflamados, ele tem feito muitas ofertas interessadas e amistosas a Moscou”.[ii]
Em 1° de janeiro de 1939, o destacado líder católico, vaticinava de um modo que poderíamos qualificar de profético:
“Efetivamente, enquanto todos os campos se definem, um movimentos cada vez mais nítido se processa. É a fusão doutrinária do nazismo com o comunismo. A nosso ver, 1939 assistirá a consumação dessa fusão”.

      Stalin e Joachim von Ribbentrop

Apesar de todas as notícias que a mídia internacional difundia antes da II Guerra Mundial a respeito da visceral incompatibilidade entre nazismo e comunismo, a analogia ideológica e política entre ambos regimes foi sistematicamente denunciada pelas páginas do “Legionário” e confirmada pela assinatura do Pacto Ribbentrop-Molotov em 23 de agosto de 1929.[iii]
O acordo, porém, foi quebrado por Hitler dois anos depois ao invadir a Rússia. Esse fato tem sido usado como argumento pelos esquerdistas para justificar a tese de que os nazistas não são de esquerda. O Prof. Plínio Corrêa de Oliveira desfaz tal argumento nas páginas do “Legionário”:
“Ora, importa sobremaneira notar que o Sr. Hitler não deu uma única vez, à guerra com a Rússia, o carácter de uma luta santa para a restauração da civilização cristã. Evidentemente, essa alegação seria vantajosa aos dirigentes nazistas, o que se comprova pela assiduidade com que em outros tempos o Sr. Hitler se arvorou em novo Constantino. No entanto, tal e tão evidente tem sido a perseguição do nazismo contra a Igreja, que o Sr. Hitler achou imprudente tocar nesta tecla, já muito gasta. Caberia apenas a algum de seus endeusadores nestas longínquas plagas o privilégio de ter uma ingenuidade maior do que o “Fuherer” poderia supor, e, assim, imaginar que é realmente em nome da Religião que ele combate contra a URSS.
“Nem procura o Sr. Hitler insinuar que as suas relações com a Rússia foram um disfarce que lhe permitiria, ulteriormente, atacar mais comodamente os sovietes, ferindo assim pelas costas esse inimigo da civilização ocidental e católica. Muito pelo contrário, o Sr. Hitler procura demonstrar longamente que, depois do pacto Ribbentrop-Molotov, no qual teve ‘o desejo de dar um fim à tensão com a Rússia e chegar, se possível, a estabelecer com a mesma harmonia duradoura’, essa harmonia só foi perturbada pelos manejos desleais dos sovietes. Quanto à Alemanha, jamais pensou em intervir na Rússia e derrubar o comunismo, pois que ela ‘jamais se envolveu na Rússia e jamais lhe desejou levar sua concepção nacional-socialista’.
“Todas as palavras que publicamos entre aspas figuram no próprio texto do chanceler alemão.
“Desiludam-se, pois, os ingênuos e não queiram saber a respeito desta guerra mais do que sabe o Sr. Hitler. A guerra teuto-russa não é uma guerra ideológica”.(Legionário, N.º 459, 29 de junho de 1941). Grifo nosso.

Protocolo Secreto

Num protocolo secreto assinado no Kremlin uma semana antes da guerra começar, Hitler e Stalin tinham concordado em dividir a Europa.
O primeiro ataque foi contra a Finlândia, que resistiu heroicamente. Por causa desse covarde ataque, a Rússia foi expulsa da Liga das Nações. Somente Hitler ficou do lado da Rússia.
Stalin escreveu para Ribbentrop: “A amizade entre a União Soviética e a Alemanha foi selada pelo sangue”.
Molotov, importante político da União Soviética, declarou que lutar contra a ideologia nazista era, na verdade, um crime. Isto foi publicado em todos os grandes jornais soviéticos.
O documentário pergunta: por que lutar contra a ideologia nazista era um crime? E responde: porque o extermínio em massa nos campos de concentração foi baseado naquela ideologia. Se alguém quisesse lutar contra a ideologia por detrás deles acabaria por lutar contra o regime soviético também. Molotov sabia disso. Foi ele quem monitorou pessoalmente o extermínio de 7 milhões de ucranianos através do Holodomor.[iv]  Hinmler monitorou o extermínio dos judeus. Ambos os homens concordam que, para o “bem-comum”, alguns grupos devem ser exterminados.
Milhares de judeus foram para a URSS na esperança de serem protegidos por Stalin. Entretanto, foram enviados de volta para a Gestapo como um gesto de amizade.
Foi a NKVD (órgão que controlava a polícia secreta da União Soviética) que ensinou a Gestapo (polícia secreta do Estado nazista alemão) a construir campos de concentração.
O fato dos soviéticos colaborarem com a SS – comenta a reportagem – não é negado pela Rússia. O que continua a ser negado é que esta colaboração era baseada em um acordo secreto.
Também continua a ser negado, por boa parcela da imprensa e da intelectualidade esquerdista, que o nazismo é um regime de esquerda. Fica aqui um conselho aos jornalistas que se dizem historiadores: revejam seus conceitos.
_______________________________
[ii] Plinio Corrêa de Oliveira, Alemanha e Rússia trocam carícias, “Legionário”, 28-8-38.
[iii] Juan Gonzalo Larraín Campbell, Revista Catolicismo, Nº 532, Abril/1995
[iv] Sobre o Holodomor, veja o vídeo publicado pelo IPCO no link: https://www.youtube.com/watch?v=AjHF1soOoa8&feature=youtu.be
Nota sobre o documentário:
The Soviet Story (A História Soviética) – é um documentário lançado em 2008 sobre o comunismo na União Soviética e as relações germano-soviéticas antes de 1941 escrito e dirigido por Edvins Snore e patrocinado pela grupo da União para a Europa das Nações (nacionalistas/eurocépticos) do Parlamento Europeu. Snore passou 10 anos coletando informações e dois anos filmando em vários países.
O filme apresenta entrevistas com historiadores ocidentais e russos, como Norman Davies, Françoise Thom e Boris Sokolov, o escritor russo Viktor Suvorov, o dissidente soviético Vladimir Bukovsky, membros do Parlamento Europeu e os participantes, bem como as vítimas do terror Soviético. O filme argumenta que houve uma estreita conexão filosófica, política e organizacional entre os regimes Nazista e Soviético antes e durante as primeiras fases da Segunda Guerra Mundial.
Destaca o Grande Expurgo, bem como o genocídio do Holodomor, o massacre de Katyn, a colaboração da polícia secreta soviética (NKVD) com a Gestapo nazista, deportações em massa na União Soviética e experiências médicas nos Gulags. (Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Soviet_Story)

sexta-feira, 5 de abril de 2019

É o nazismo um regime de esquerda?

É o nazismo um regime de esquerda?

 

Chanceler brasileiro Ernesto Araújo
 durante a entrevista para o “Brasil Paralelo”
A imprensa esquerdista, nacional e internacional, reagiu estrondosamente contra a afirmação do chanceler brasileiro Ernesto Araújo de que o nazismo é de esquerda. Há pouco tempo, publicamos neste site uma análise, baseada em artigos do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, que prova esta tese[1].  Convém, entretanto, aprofundar esse tema, especialmente tendo em vista os comentários do jornal “O Estado de São Paulo”, 29 de março p.p., e do jornalista Marco Antônio Villa, da rádio Jovem Pan.[2]
A notícia do “Estadão” intitulada Chanceler diz que ‘fascismo e nazismo são de esquerda’ – Declaração de Ernesto Araújo repercute em TV alemã e é criticada por especialistas” diz: “Para o jornalista do Estado e historiador Marcos Guterman, o nazismo não pode ser qualificado como de esquerda em nenhuma circunstância. Em geral, quem usa esse discurso se vale do nome da legenda nazista: Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães. Há grupos na internet que costumam reproduzir essa ideia. Para Guterman, se trataria de uma argumentação insustentável cujo único objetivo seria o de mobilizar a militância. ‘Ele está respondendo a um pensamento do eleitor.’ Em entrevista à Deustche Welle no ano passado, o embaixador da Alemanha no Brasil, Georg Witschel, chegou a afirmar que essa discussão ‘não tinha base honesta’.
O jornalista Marco Antônio Villa, que também se diz historiador, extravasa todos os limites da cortesia, da educação e do respeito que se deve a um chanceler do Itamaraty, ainda que não se concorde com as suas ideias. Eis as suas palavras: “Isto é uma das maiores barbaridades que eu já vi o chanceler do Itaramty dizer. Nós temos um homem ignorante que desconhece história e que está a serviço de uma ideologia exótica que coloca em risco a segurança nacional e tem como ideólogo um marginal, que eu chamo de Jim Jones da Virgínia. Dizer que o nazismo é de esquerda é inacreditável. Falar desse senhor, eu gostaria de ter um tête a tête com ele.” E chama o chanceler de “ignorante, além de traidor é ignorante”.
Capa do livro: "Hitler m’a dit" 
Inacreditável é ouvir de jornalistas que se dizem historiadores que o nazismo não é de esquerda. Gostaria que eles lessem apenas alguns tópicos que separei do livro “Hitler m’a dit”, de Hermann Raushning, ex-governador nazista de Dantizig, amigo muito próximo de Hitler. O Sr. Marco Antônio Villa demonstra só conhecer o “Mein Kampf”, de Hitler, o qual foi escrito para o público com os devidos cuidados para não chocar o leitor. O livro de Raushning, por sua vez, traz confissões privadas do verdadeiro pensamento de Hitler.
No prefácio, Marcel Ray ressalta a importância desse livro em relação ao Mein Kampf, no qual se baseiam os referidos jornalistas. “Hermann Rauschning, que recentemente coletou essas confidências e as publica hoje, ele mesmo define o interesse e o escopo de seu livro ao se opor a Mein Kampf. Não é, ele diz, em Mein Kampf que vamos encontrar o verdadeiro plano de Hitler, porque este livro é escrito para a massa. Além desta propaganda bastante grosseira, há a doutrina secreta que divulga em pequenos círculos de insiders. O Sr. Rauschning nos traz, abundante e preciso, extraído da fonte, as peças decisivas do processo de Hitler.”
Hitler, embora não fosse marxista no sentido estrito do termo, era um convicto socialista.
Os trechos são todos extraídos da obra “Adolph Hitler, apud Hermann Rauschning, Hitler m´a dit, Coopération, Paris 1939”. Citaremos, por comodidade, apenas os números das páginas em que se encontram os referidos textos.
            “Não é a Alemanha que será bolchevisada, é o bolchevismo que se tornará uma espécie de nacional socialismo. Aliás, existem entre nós e os bolchevistas mais pontos comuns do que há divergências, e, antes de tudo, o verdadeiro espírito revolucionário, que se encontra na Rússia como entre nós, por toda a parte onde os marxistas judeus não controlam o jogo. Eu sempre levei em conta esta verdade e é por isso que eu dei ordem de aceitar imediatamente no partido todos os ex comunistas” ( p. 153).
            “A Alemanha e a Rússia se completam de maneira maravilhosa. Elas são feitas verdadeiramente uma para a outra” ( p, 154).
            “Meu socialismo é outra coisa que o marxismo. Meu socialismo não é a luta de classes, mas a ordem. (…) Eu vos peço que leveis convosco a convicção que o socialismo, tal qual nos o compreendemos, visa não à felicidade dos indivíduos, mas sim a grandeza e o futuro da nação inteira. É um socialismo heroico. É o laço de uma fraternidade de armas que não enriquece ninguém e põe tudo em comum” (p.  201).
Hitler diz que aprendera os ensinamentos da Revolução com os bolchevistas:
            “Os ensinamentos da revolução, eis todo o segredo da nova estratégia. Eu os aprendi dos bolchevistas e não tenho vergonha de dizer isso, porque é sempre dos inimigos que se aprende mais” (p. 26).
Idéias que hoje são defendidas pela chamada Teologia da Libertação, filha da mesma mentalidade socialista, também estavam presentes no nazismo: “A era da felicidade pessoal acabou. O que nós substituímos a ela é a aspiração a uma felicidade da comunidade” (…) Eis o que eu chamo de felicidade da comunidade. É uma felicidade que somente as primeiras comunidades cristãs puderam experimentar com a mesma intensidade.” ( p. 218)
Hitler zomba daqueles que acreditam que o nazismo não é socialista porque lhes dá a prosperidade que tanto desejam. Entretanto, para ele, mais importante do que socializar a economia era tornar os homens socialistas. A socialização da economia viria como consequência natural: socializar os homens e as mentes é muito mais importante do que socializar a economia.
            “Todos esses cegos que nos cercam se hipnotizam, por cobiças superficiais que lhes são familiares; eles se apegam à propriedade, às rendas, ao nível social e às outras riquezas fora de moda. Contanto que tudo isso lhes permaneça acessível, eles acham que tudo vai bem. O que eles ignoram é que eles mesmos estão centrados num sistema novo, como numa engrenagem de um mecanismo irresistível. Eles não sabem que nós os amoldamos e nós os transformamos. Que significa ainda a propriedade e que significam as rendas? Para que precisamos nós socializar os bancos e as fábricas? .Nós socializamos os homens” (pp. 218-219).
Hitler confessa ser o realizador do marxismo…
            “Eu não sou apenas o vencedor do marxismo. Se se despoja essa doutrina de seu dogmatismo judeu-talmúdico, para guardar dela apenas o seu objetivo final, aquilo que ela contém de vistas corretas e justas, eu sou o realizador do marxismo” (p. 211).
… e não esconde que aprendeu muito com o marxismo.
            “Eu aprendi muito do marxismo, e eu não sonho esconder isso. (…) O que me interessou e me instruiu nos marxistas foram os seus métodos (…) Todo o Nacional Socialismo está contido lá dentro (…) O nacional socialismo é aquilo que o marxismo poderia ter sido se ele fosse libertado dos entraves estúpidos e artificiais de uma pretensa ordem democrática” (pp.211- 212).
O nazismo é um socialismo em constante evolução: “É por isto que lhes digo que o Nacional Socialismo é  um socialismo em devir, que não se completa nunca, porque seu ideal se desloca sempre” (p. 214)
*   *   *
Continuaremos no próximo artigo onde mostraremos como o darwinismo deu origem ao comunismo e ao nazismo na tentativa de criar um homem novo.  Trataremos também da semelhança de método, meta e doutrina do comunismo e do nazismo descritos num documentário divulgado pela TFP polonesa, bem como do acordo secreto entre os líderes comunistas russos e os nazistas alemães.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

A homofobia, o STF, a religião e a opinião de renomados cientistas

A homofobia, o STF, a religião e a opinião de renomados cientistas

 

sábado, 19 de janeiro de 2019

Como a música moderna produz um estado de espírito profundamente revolucionário

Como a música moderna produz um estado de espírito profundamente revolucionário

sábado, 12 de janeiro de 2019

Meninos vestem azul, meninas vestem rosa?

Meninos vestem azul, meninas vestem rosa?



A declaração da ministra Damares Alves, titular do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, no dia 3 de janeiro, que “meninos vestem azul e meninas vestem rosa”, causou uma série de manifestações favoráveis e também comentários jocosos  na mídia esquerdista.
Diante disso, ocorre-nos a pergunta: teriam as meninas preferência pela cor rosa, e os meninos pela azul?
Segundo o site Current Biology, “a longa história de estudos de preferência de cores tem sido descrita como ‘desconcertante, confusa e contraditória’. Embora estudos recentes tendam a concordar com uma preferência universal pelo ‘azul’, a variedade e a falta de controle nos métodos de medição tornaram difícil extrair uma descrição sistemática e quantitativa da preferência. Além disso, apesar da abundante evidência de diferenças sexuais em outros domínios visuais, e especificamente em outras tarefas de percepção de cores, não há evidências conclusivas para a existência de diferenças sexuais na preferência de cor. Este fato talvez seja surpreendente, dada a prevalência e longevidade da noção de que as meninas diferem dos meninos ao preferirem ‘rosa’” .[i]
Quanto aos brinquedos, já não ocorre o mesmo. Os estudos demonstram que “a preferência de gênero por bonecas versus caminhões parece ter um elemento inato. […] Até mesmo os macacos mostram preferências de brinquedos baseadas no gênero, semelhantes às observadas em crianças. Se receberem brinquedos de tipo sexual, as fêmeas passam mais tempo com os brinquedos das meninas e os macacos passam mais tempo com os brinquedos dos meninos’”.[ii] (grifo nosso)
Ouro estudo diz: “Meninas e meninos diferem em suas preferências por brinquedos, como bonecas e caminhões. Essas diferenças sexuais estão presentes em bebês, e também são vistas em primatas. […] Essa evidência de influências inatas em preferências de brinquedos de tipos sexuais levou a sugestões de que características do objeto como a cor ou a forma dos brinquedos podem ser de interesse intrinsecamente diferente para homens e mulheres. Usamos uma tarefa de aparência preferencial para examinar as preferências de brinquedos, cores e formas diferentes em 120 bebês, com idades de 12, 18 ou 24 meses. As meninas olhavam as bonecas significativamente mais do que os meninos e os meninos olhavam os carros significativamente mais do que as meninas, independentemente da cor, particularmente quando o brilho era controlado. Esses desfechos não variaram com a idade. Não houve diferenças significativas entre os sexos nas preferências dos bebês para diferentes cores ou formas. Em vez disso, as meninas e os meninos preferiam cores avermelhadas sobre o azul e arredondadas sobre formas angulares. Esses achados aumentam as evidências prévias de preferências de brinquedos de tipos sexuais em bebês, mas sugerem que a cor e a forma não determinam essas diferenças entre os sexos”. [iii] (grifo nosso)
*    *    *
Embora as pesquisas ainda sejam inconclusas a respeito da cor, é certo que as crianças têm preferências diferentes segundo seu sexo biológico, como observou  a fotógrafa sul-coreana  JeongMee Yoon num documentário da BBC. Ela constatou que  as crianças da Coréia do Sul e dos Estados Unidos têm preferências pelas cores azul e rosa, conforme o sexo, na decoração de seus quartos.  Yoon deu início ao seu estudo por causa de sua filha de cinco anos, que ama rosa e só queria vestir-se com roupas e  brincar com objetos com a  cor rosa.  “Descobri que o caso da minha filha não é incomum. Nos Estados Unidos, na Coreia do Sul e em outros lugares, meninas amam roupas, brinquedos e acessórios cor de rosa. Este fenômeno está presente entre crianças de várias etnias, independentemente de seu contexto cultural” – declarou .
As cores, muitas vezes, servem para identificar grupos sociais, ideológicos ou religiosos. Os times de futebol se identificam por suas cores. A cor preta é bastante usada por grupos satanistas e anarquistas. Na Igreja católica, azul é o símbolo do manto de Nossa Senhora.
 Ainda que meninos não tivessem preferência pela cor azul e meninas pela rosa, o fato é que estas cores se tornaram símbolos dos sexos feminino e masculino. Isto explica o ódio da imprensa esquerdista e dos defensores da ideologia de gênero  pela declaração da Senhora Ministra Damares, os quais querem passar a ideia de que vestir meninas de rosa e meninos de azul é uma “construção social”, fruto da família patriarcal e do consumismo.
 *    *     *
Fazendo com que meninos e meninas não tenham opção por tipos de brinquedos, a ideologia de gênero visa destruir na criança as diferenças entre os sexos masculino e feminino.
Na Suécia, uma fábrica de brinquedos foi obrigada a publicar em seu catálogo imagens de meninas com brinquedos de armas e meninos com bonecas para não ser acusada de “discriminação de gênero”.[iv]
Recentemente o American College of Pediatricians, em estudos publicados pela American College of Pediatricians, fez um apelo para “educadores e legisladores rejeitarem todas as políticas que condicionem as crianças a aceitar” a ideologia de gênero. Essa importante associação de pediatras dos Estados Unidos declarou que a “ideologia de gênero é nociva às crianças” e que “todos nascemos com sexo definido”. [v]
A ministra Damares talvez não tenha sido feliz em sua expressão. Mas a sua intenção era criticar a ideologia de gênero. Embora os defensores dessa falsa ideologia tivessem entendido isso, tiraram proveito e fizeram uma guerra psicológica. Como a melhor forma de combater esse tipo de guerra consiste em desmascará-la, é o que pretendemos fazer publicando esses estudos de especialistas referentes ao tema.
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[ii] https://theconversation.com/theres-no-good-reason-to-push-pink-toys-on-girls-15830